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quarta-feira, 29 de julho de 2015

É HORA DE VER OS AVANÇOS - APLICAÇÃO DO SEGUNDO DIAGNÓSTICO

Nos dias 22 e 23 de julho do ano corrente, aplicamos na sala do 2º Ano, o segundo diagnóstico, para avaliar o desenvolvimento dos alunos, em relação a leitura quanto a escrita.  

Durante a aplicação do diagnóstico, notei os avanços significativos quanto aos avanços dos alunos, a grande maioria não apresentam mais dificuldades em responder as questões. Outros no entanto, olhavam as respostas dos colegas, por isso mudamos as carteiras da sala para o resultado do diagnóstico não sair mesclado. 

A aplicação desse diagnóstico foi essencial não somente pros rumos do projeto em si, mas também pra minha formação docente, isso porque pude ver que o nosso trabalho em sala de aula vem gerando resultados satisfatório, estamos conseguindo alfabetizar os alunos de uma maneira significativa.  

É relevante ressaltar que o nosso trabalho só vem acalçando  bons resultados, devido ao auxilio da professora titular da sala de aula, ela dá prosseguimento ao método que trabalhamos com os alunos, contribuindo ainda mais para a alfabetização plena deles.

Cada experiencia em sala de aula é um novo desafio. Você ter que assumir uma sala de alfabetização com cerca de 25 alunos, e ter a tarefa de quando chegar no final do ano garantir a alfabetização deles não é uma tarefa fácil, alfabetizar letrando não é uma tarefa fácil, requer planejamento, reflexão, pesquisa etc. E no PIBID eu estou de fato conseguindo progredir nesses aspectos, não apenas ir pra sala de aula e aplicar uma atividade, requer empenho, estudo e planejamento. 

É no chão da escola que venho aprendendo a ser um professor, é aprendendo com as experiencias da professora regente, e com as experiencias dos outros colegas também. Creio que esse fazer-se professor acontece de forma gradativa









quarta-feira, 15 de julho de 2015

BRINCANDO COM O MÉTODO SÓCIO LINGUÍSTICO

Para a realização da IV realização, inicialmente planejamos a aula com a temática: Brincadeira, juntamente com a professora supervisora, esse contato com ela foi essencial no meu processo formativo, a sua experiência encaro como base para minha prática pedagógica. Logo após a construção do plano, socializamos com os demais colegas bolsistas, e as professoras supervisoras o nosso plano, tal momento teve grande êxito na minha formação docente, isso porque eu não aprendo sozinho, aprendo com o colega que por sua vez aprende comigo. Creio que tal proposta de socialização dos planejamentos, amplia nossa visão quanto ao nosso próprio planejamento, o “erro” antes imperceptível, com a ajuda dos colegas podemos corrigi-los.  
Momento da socialização do plano de aula


Socialização do planejamento
De início, houve o momento da rodinha, onde contei para os alunos a história: Maré Amarelinha de Denise Rochael, durante a leitura fui questionando os alunos acerca do tema brincadeira: Onde vocês brincam? Quais as brincadeiras que mais gostam? Com quem vocês brincam? Do que vocês mais brincam? A codificação, a qual é representação de um aspecto da realidade expresso pela palavra geradora (Brincadeira), por meio da oralidade, As respostas foram diversas, notei que eles costumam brincar dentro de casa, geralmente com os amigos, irmãos, e as brincadeiras diversas, desde as tradicionais, quanto as mais atuais como o uso do computador para brincar com os jogos online.
Momento da rodinha, e da codificação.
Em seguida, foi o momento da Descodificação, apresentando o texto: “LER, GOSTOSA BRINCADEIRA” em um cartaz, lendo com o acompanhamento dos alunos, dialogando com eles sobre o texto trabalhado: Vocês gostam de ler ou fazem como as crianças do texto, que só jogam o tempo todo? Vocês acham que ler ajuda? Em que ela ajuda? Vocês gostam de histórias infantis? A mãe ou o pai leem para vocês em casa? O que significa “brincadeira sadia e brincadeira de mau gosto”? Percebi que os alunos apresentaram respostas críticas. A “codificação” e a “descodificação” são os dois primeiros passos do Método Sociolinguístico de Paulo Freire, tendo como objetivo que o processo da aquisição da leitura e da escrita seja significativa, o qual a criança possa expor suas opiniões acerca da palavra geradora.  Logo em seguida, propus aos alunos que alguns deles fossem até o texto fixado no quadro e identificarem palavras que começam ou terminam com as letras B, A, L, C e S. Notei nesse momento que todos eles reconhecem as letras, não apresentando dificuldades em identificá-las no texto.
Adicionar legenda

Alunos formando novas palavras com as sílabas da palavra geradora: BRINCADEIRA

O momento seguinte foi a análise da palavra geradora, a qual tem como finalidade mostrar aos alunos que a palavra escrita tende representar a palavra falada, por meio da divisão silábica, e que suas sílabas podem formar novas palavras. Apresentamos a palavra geradora BRINCADEIRA, e suas partes BRIN-CA-DEI-RA, lhes ensinado as suas famílias silábicas.  Entregamos em seguida aos alunos envelopes fichas com as famílias silábicas da palavra brincadeira, pra eles formarem novas palavras individualmente. No decorrer desse processo notei que muitos deles ainda não conseguem juntar as silabas pra formar uma nova palavra, eles conseguem identificar as letras individualmente, mas não conseguem formar uma nova palavra, e as palavras que alguns formaram não tinham sentido. Nesse momento, fui aconselhado pela professora a mudar de estratégia, ditava as palavras e eles procuravam as silabas para formar a palavra. Deu certo, durante a aula, é necessário enxergar nos problemas a potencialidades de resoluções, vejo que o fazer-se professor é isso, fazer a ponte entre teoria e pratica, é saber que nem sempre o que foi planejado dará certo na prática, e isso implica que o professor deve pensar em outras maneiras para garantir o êxito da aprendizagem dos alunos. Quanto a realização das atividades impressas, notei que a maioria dos alunos já avançaram de nível, não demonstrando dificuldades para responder, outros que ainda apresentam dificuldades, auxiliei de perto para garantir que aprendessem. Por fim, os alunos confeccionaram brinquedos com material reciclável. 


Cada intervenção é um novo desafio, desafio esse que encaro animo e empenho, isso porque, cada vez que entro na sala de aula penso: “O futuro dessas crianças também dependem de mim”, tenho que ser protagonista da minha própria formação.