Após a aplicação e
analise do segundo diagnostico, demos inicio a realização da V intervenção.
Inicialmente planejamos as aulas em grupo. Creio que o planejamento dessa forma
surtiu mais efeito, isso porque, da primeira aula até a última teve um elo.
Para a aplicação dessa
intervenção, ainda continuamos ensinando tendo como base o Método Sociolingüístico,
visto que, com ele as crianças vêm sendo alfabetizadas de forma significativa. No primeiro dia de intervenção, inicialmente com
a codificação do tema proposto: Brinquedos dando ênfase no brinquedo pipa,
indagando-os: Vocês ganham muitos brinquedos de presente? Com quem vocês
brincam? Quais são seus brinquedos preferidos? Logo em seguida a
descodificação, no planejamento iríamos passar para os alunos um trecho do
filme Tory Story, entretanto por imprevisto, não conseguimos executar essa
demanda, optamos por continuar trabalhando com o texto “O menino e a pipa” que
já vinha sendo tratado no decorrer da semana. Percebi nesse instante que o
fazer-se professor requer prática, é saber que nem sempre aquilo que planejamos
acontecerá de fato na aula, requer pensarmos rápidos em outras saídas.
No decorrer dessa V
intervenção, notei que os alunos avançaram de maneira significativa em relação às
outras intervenções, isso refletiu em suas respostas, ao responder as
atividades impressas. Grande parte dos alunos já conseguem ler e escrever de
forma alfabética com erros ortográficos, outros ainda requer um olhar mais próximo,
visto que, ainda não conseguem juntar uma letra com outra pra formar uma
silabas, cabe agora pensar em atividades que os auxiliem nesse sentido. Para o termino dessa
intervenção no último dia, os alunos confeccionaram pipas e brincaram com elas
na área livre da escola. Percebo que a
criança quando se interage com o seu material de estudo, mais significativa
será sua aprendizagem. Vygotsky realça que quanto mais interações a criança
tiver, mais será significativa a sua aprendizagem.
Com a aplicação dessa
intervenção, avancei consideravelmente na formação docente, principalmente na
gestão de classe, bem sei que essa questão conseguimos com o tempo, entretanto,
já não sinto mais a insegurança ao adentrar na sala de aula, já não sinto mais
o “frio na barriga”, agora tenho os desafios de prosseguir no caminho da
formação docente reflexiva, não basta apenas ir para sala de aula aplicar uma ótima
intervenção se ao retornar pra casa eu não faço a reflexão do deu certo, do que
não deu tão certo, é necessário refletir sempre, sempre tendo em mente o que
PEREIRA (2008) aborda, vivenciamos situações em que nos distanciamos das ações
que estamos realizando, ou mesmo pensamos sobre as nossas ações, no momento em
que estão sendo realizadas. Isso implica na necessidade de refletirmos sempre
nossas ações dentro do ambiente escolar, quanto fora dele.