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domingo, 31 de maio de 2015

III INTERVENÇÃO: A PALAVRA É SEGURANÇA!

Na III intervenção, creio que a palavra para descrevê-la foi: SEGURANÇA! Isso porque, fiz um bom planejamento. Ao analisar as intervenções anteriores, percebi que, os alunos aprendem mais quando estão em contato com seu material de aprendizado, foi por isso que nessa III intervenção levei para sala de aula a proposta de trabalhar com os alunos a Cantiga de Roda: Alecrim Dourado, no momento da rodinha, questionei-os se eles já viram um pé de alecrim. Alguns disseram que sim, porém a grande maioria disseram que não.  Assim, mostrei a eles um pé de alecrim, todos ficarão encantados, tocaram as folhas, sentiram o aroma forte da planta.  
Momento da rodinha

Um dos momentos que a criança mais gostam, o momento da leitura.

Em seguida, apresentei aos alunos as famílias silábicas da palavra geradora trabalhada nessa intervenção, e entreguei a eles envelopes com várias sílabas para formarem novas palavras. Nesse momento notei que muitos alunos ainda apresentam dificuldades em juntar silabas para formar novas palavras, para alguns foi uma tarefa fácil, entretanto para outros não foi uma tarefa fácil de ser realizada. Evidente que, apesar da grande maioria ainda estiverem no nível pré-silábico, todos conseguiram formar no mínimo três palavras e principalmente conseguiram ler as palavras que formaram.
Momento em que os alunos juntaram as sílabas para formar novas palavras.



Palavras formadas pelo aluno em destaque: MOTO, PATO, TATU, PODE, MATU.

No decorrer da aula, apliquei as atividades, tendo em vista que os alunos estavam em níveis diferentes de escrita. Nessa III intervenção notei que a grande maioria dos alunos já conseguem realizar as atividades de forma rápida, outros ainda requer um auxilio mais próximo, um dos casos em especial é o aluno (R), solicitava a ajuda dos professores o tempo todo, de principio parece normal, mas com o tempo percebi que ele tinha preguiça de realizar as atividades, e que quando se prestava a ter foco nas atividades e não nos colegas em sua volta, conseguia responder as atividades. 

Após a realização das atividades impressas, questionei aos alunos se eles sabiam para que servia o alecrim, algumas respostas foram: "Remédio"; "Comer" "Pra colocar na carne" . Falei pra eles que o alecrim também servia de tempero, então perguntei para eles se eles conheciam algum outro tempero, disseram vários. Ai propus que cada um deles plantasse uma semente de um tempero, foi uma alegria geral, eles começaram a gritar eufóricos,com a ideia de levar para casa algo seu, plantado por eles, e que eles mesmos iriam cuidar. Foi entregue a cada aluno uma semente de Coentro, e um copinho descartável com terra. expliquei para eles quais os cuidados que deveriam ter com a plantinha. 
Alunos com a semente plantada




Cada vez mais tenho certeza da profissão que quero seguir, isso se reflete em meu empenho em planejar cada vez melhor, em refletir as minhas ações, para garantir aos meus alunos uma aprendizagem diferenciada. Isso implica, não desistir quando um aluno não está conseguindo avançar, mas procurar outro meio para ensina-lo. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

II INTERVENÇÃO

"Hoje eu aprendi um pouco mais" - Maria Clara

Começo essa reflexão da segunda intervenção com a frase da aluna Maria Clara, que ao termino da intervenção veio até a mim e disse: "Hoje eu aprendi um pouco mais". De inicio essa frase soa como simples, porém, ao ouvir isso de uma aluna, tive a certeza de que estou contribuindo para a formação desses alunos. 

Ao adentrar novamente na sala de aula do 2º ano, já não tinha tanto "frio na barriga" como da primeira vez. Isso porque já tinha a confiança dos alunos, nem eu, nem eles eram mais estranhos. Comecei a aula fazendo a leitura de um livro infantil: "Papai", coloquei um tapete no chão e sentamos todos em volta dele, no momento da leitura percebi o quanto as crianças gostam de histórias e ficam fascinadas pelo encanto dos livros. 

Ao termino da leitura, propus aos alunos a brincadeira do "Titanic", a qual tinha por objetivo se salvar do naufrágio em seus botes, porém cada bote cabiam determinado números de pessoas. Nesse momento teve um pouco de confusão, pois eles se agitaram demais e não ouviam o comando direito, tive que adiantar a brincadeira para eles não se machucarem.  

Em seguida, perguntei a eles se eles conheciam a cantiga "A CANOA VIROU", imediatamente todos começaram a cantar. Fixei o cartaz com  a letra da cantiga e fiz a leitura pausadamente com eles. Em seguida, solicitei a eles que fizessem um peixinho para grudarmos no cartaz no "fundo mar". Ensinamos a eles como fazer um peixinho de papel e em seguida eles customizaram da sua maneira cada peixinho e cada um foi na frente da sala e mostrou seu peixinho para todos ver. 

Momentos depois foi a aplicação das atividades, novamente tendo em vista o nível de escrita de cada aluno. Um aluno em especial, a todo momento chamava um dos professores, dizendo que não sabia fazer a atividade proposta, eu incentivava-o a tentar, primeiro explicava a questão para ele, e depois ele realizava, o que percebo é que muitos deles tem preguiça ao responder as atividades. Quando isso ocorre procuro incentiva-los. 

Um dos alunos ao terminar as atividades do seu nível silábico primeiro, disse que queria mais atividades, eu falei que naquele momento só tínhamos aquela atividade para ele, entretanto ele insistia: "Eu quero mais atividades", entreguei um livro para ele, e na minha inexperiência docente disse para ele ler o livro, enquanto os demais terminavam a atividade, naquele momento achei que era o certo a se fazer. 

No momento do termino da intervenção, alguns alunos relaram o que mais gostaram da aula, alguns disseram que foi o momento da leitura, outros da elaboração do peixinho, e outros da atividade. Sei que o caminho docente requer empenho, planejamento, estudo, mas creio que estou no caminho certo para uma formação diferenciada.