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segunda-feira, 16 de março de 2015

O Ensino Médio

Durante a minha permanência na escola tive várias professoras que marcaram a minha formação, três em especial. A professora Núbia foi uma delas, sempre empenhada em trazer novidades para a sala de aula, utilizava muitas vezes da dinâmica como forma de aprendizagem,sobre a importância das dinâmicas na sala de aula Gilda Rizzo (2001) aborda  que “A atividade lúdica pode ser, portanto, um eficiente recurso aliado do educador, interessado no desenvolvimento da inteligência de seus alunos, quando mobiliza sua ação intelectual.” (p.40). Percebo que, o principal papel de Núbia era de nus estimularmos a construirmos novos conhecimentos através das dinâmicas, por que de certa forma éramos desafiados a produzir. Para ela o aluno tinha voz, ela o tipo de docente que Canário chama de professor artesão, aquele que constrói e reconstrói o seu saber profissional, tendo em conta a especificidade do contexto e público onde está inserido, em vez de ser um reprodutor de práticas. (Rui Canário – 2006). Sem dúvidas Núbia era o tipo de professora que fugia da rotina, e se reinventava seu saber docente todos os dias.  Outra professora marcante foi Mônica, fui seu aluno por dois longos anos, ela não tinha formação alguma para ministrar aula, culpava os alunos pela sua falta de regência de classe, não tínhamos oportunidades para questionar, as atividades que ela passava na grande maioria eram pautadas somente nos livros didáticos, particularmente achava as aulas dela chatas e cansativas. Judite minha professora de Língua Portuguesa e Redação tinha um controle de sala invejável, não sabia se os alunos tinham medo ou respeito por ela.  Independente da sua postura rígida, todos conseguiam aprender com ela. Judite não era vista apenas como uma educadora, ela participava diretamente na nossa formação como cidadãos, ela sempre nus incentivava a sairmos do conformismo, a sermos seres críticos, conscientes dos nossos deveres e principalmente dos nossos direitos tanto perante a sociedade, quanto no ambiente escolar. 

No ano de 2004 ao terminar a 7ª série tive que sair da Escola Dom Justino, pois lá não tinha a 8ª série, fui para o Colégio Normal Municipal de Maracás, a maior escola da cidade, seu espaço era dividido em 3 pavilhões, onde não havia refeitório, apenas uma cantina que mal suportava os alunos no horário do intervalo, tinha um espaço enorme, porém não era utilizado, e apesar de ser tão grande a biblioteca ficava num canto espremido, longe das salas de aula,  os alunos eram obrigados a irem lá, as paredes eram pintadas num tom verde escuro, e a secretária que trabalhava lá não tinha empenho  nenhum para motivar os alunos a lerem mais. Meus professores nesse período foram fundamentais para a minha formação, uns como Marlúcia, Judite, Ana Maura, Roberto eram professores ótimos, com uma prática docente, clara, objetiva e ao mesmo tempo didática. Outros como Alcergio, Patrícia, Pedro, e Sergio eram considerados os terrores pela turma, eles não davam espaço para o aluno expor suas opiniões, preferia criticar a gestão da escola a ensina de fato, seus métodos de ensino eram fechados nos livros didáticos, o que estava no livro era considerado por eles verdade absoluta.

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