Durante a minha permanência na escola tive várias professoras que
marcaram a minha formação, três em especial. A professora Núbia foi uma delas,
sempre empenhada em trazer novidades para a sala de aula, utilizava muitas
vezes da dinâmica como forma de aprendizagem,sobre a importância das dinâmicas
na sala de aula Gilda Rizzo (2001) aborda que “A atividade lúdica pode ser, portanto, um eficiente recurso aliado do
educador, interessado no desenvolvimento da inteligência de seus alunos, quando
mobiliza sua ação intelectual.” (p.40). Percebo que, o principal papel de Núbia
era de nus estimularmos a construirmos novos conhecimentos através das
dinâmicas, por que de certa forma éramos desafiados a produzir. Para ela o
aluno tinha voz, ela o tipo de docente que Canário chama de professor artesão, aquele que constrói e reconstrói o seu saber profissional, tendo em
conta a especificidade do contexto e público onde está inserido, em vez de
ser um reprodutor de práticas. (Rui Canário – 2006). Sem dúvidas Núbia era
o tipo de professora que fugia da rotina, e se reinventava seu saber docente
todos os dias. Outra professora marcante
foi Mônica, fui seu aluno por dois longos anos, ela não tinha formação alguma
para ministrar aula, culpava os alunos pela sua falta de regência de classe,
não tínhamos oportunidades para questionar, as atividades que ela passava na
grande maioria eram pautadas somente nos livros didáticos, particularmente
achava as aulas dela chatas e cansativas. Judite minha professora de Língua
Portuguesa e Redação tinha um controle de sala invejável, não sabia se os
alunos tinham medo ou respeito por ela.
Independente da sua postura rígida, todos conseguiam aprender com ela.
Judite não era vista apenas como uma educadora, ela participava diretamente na
nossa formação como cidadãos, ela sempre nus incentivava a sairmos do
conformismo, a sermos seres críticos, conscientes dos nossos deveres e
principalmente dos nossos direitos tanto perante a sociedade, quanto no
ambiente escolar.
No ano de 2004 ao
terminar a 7ª série tive que sair da Escola Dom Justino, pois lá não tinha a 8ª
série, fui para o Colégio Normal Municipal de Maracás, a maior escola da cidade,
seu espaço era dividido em 3 pavilhões, onde não havia refeitório, apenas uma
cantina que mal suportava os alunos no horário do intervalo, tinha um espaço
enorme, porém não era utilizado, e apesar de ser tão grande a biblioteca ficava
num canto espremido, longe das salas de aula,
os alunos eram obrigados a irem lá, as paredes eram pintadas num tom
verde escuro, e a secretária que trabalhava lá não tinha empenho nenhum para motivar os alunos a lerem mais. Meus
professores nesse período foram fundamentais para a minha formação, uns como
Marlúcia, Judite, Ana Maura, Roberto eram professores ótimos, com uma prática
docente, clara, objetiva e ao mesmo tempo didática. Outros como Alcergio, Patrícia,
Pedro, e Sergio eram considerados os terrores pela turma, eles não davam espaço
para o aluno expor suas opiniões, preferia criticar a gestão da escola a ensina
de fato, seus métodos de ensino eram fechados nos livros didáticos, o que
estava no livro era considerado por eles verdade absoluta.
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