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terça-feira, 24 de novembro de 2015

HORA DE REFLETIR

Nesta VII intervenção planejamos novamente tendo como base uma temática, em questão a temática meio ambiente, bem como sua preservação.

No que tange ao desenvolvimento dos alunos quanto a intervenção, notei que TODOS já trazem consigo uma visão crítica do tema. Por essa razão, iniciamos a aula levantando os conhecimentos prévios dos mesmos. 

No decorrer da intervenção alcançamos bons resultados com as atividades propostas. A grande maioria conseguiram formar frases, o que no inicio do ano letivo não conseguiam. Esse avanço não se dá somente pelo nosso trabalho, mas principalmente por conta da professora regente, a mesma da continuidade com o método sociolinguístico. 
Momento do Quiz sobre o meio ambiente

Apesar desses avanços significativos, um aluno em questão ainda apresentou consideráveis dificuldades . O mesmo ainda não aprendeu o alfabeto completo, apenas decorou a sua ordem, tendo dificuldades no momento de juntar uma letra com outra para formar uma silaba. Sendo assim necessário um trabalho diferenciado com ele, uma das formas seria trabalhar com ele a ficha de descodificação. 
Leitura compartilhada

No fim de mais uma intervenção corroboro com o pensamento de Celso Vasconcelos quando diz: " Se quisermos de fato avançar na formação docente precisamos por os pés no chão e reconhecer a complexidade da educação" isso implica na importância do planejamento, em irmos pra sala de seguros das nossas intervenções, do nosso papel como professores.Ressalto a importância dessa reflexão que faço depois de cada intervenção, noto nesse sentido a relevância da "ação-reflexão-ação", ser um professor pesquisador/reflexivo, investigar no seu local de trabalho, rever e refletir sobre sua própria ação.

Momento da Analise e Síntese da palavra geradora
Os ganhos para minha formação depois de cada intervenção são inigualáveis, não sinto mais o frio na barriga, bem como o medo de não conseguir ensinar aos alunos. Bem sei que "os professores não tem superpoderes, ainda assim para seu local de trabalho ele tem o "poder" de transformar a vida dos seus alunos". Com isso, não vou pra sala de aula achando que vou conseguir resolver os problemas da educação como um todo, mas o que eu puder contribuir para a formação de cada criança, eu farei. 

Essa não é uma visão romantizada da educação, é a perspectiva de caminhar, ainda que por caminhos difíceis, tendo a certeza que podemos fazer sempre mais.  


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

APRENDENDO COM AS FÁBULAS

Para esta VI intervenção optamos por trabalhar com o gênero textual, fábulas, a  fábula trabalhada foi A Cigarra e a Formiga. Planejamos nossa intervenção tendo em mente que os alunos já avançaram nos aspectos da leitura e escrita, por isso as atividades propostas foram um pouco mais desafiadoras. Continuamos ainda com o Método Sociolinguístico, com ele estamos conseguindo alfabetizar os alunos de uma maneira significativa.

Momento em que os alunos assistem um vídeo

Por conta de alguns imprevistos, apliquei sozinho essa intervenção, com a ajuda da professora regente, ainda assim, não tive medo em encarar a sala sozinho, encarei  como uma oportunidade em ver na prática se conseguiria gestar uma classe sozinho. 

Formando novas palavras com a família silábica da palavra geradora

Notei no desenvolvimento da aula, que estava conseguindo alcançar os objetivos esperados, os alunos não apresentaram dificuldades em responder as atividades propostas, entretanto alguns ainda tinham preguiça em responder, cabendo a mim chamá-los a atenção, e incentivando-os em terminar as atividades. 

Momento em que os alunos responderam as atividades propostas.

Outro fator determinante para o bom resultado dessa intervenção foi trabalhar de maneira diversificada, sendo por meio de vídeos, textos impressos. Quanto a fábula, o uso dela pode fazer com que as crianças reflitam sobre a moral que ela traz, nesse momento indaguei-os sobre suas opiniões quanto ao assunto trabalhado.  Contribuindo para essa reflexão Libâneo (1994) ressalta que o professor, como articulador do processo de ensino-aprendizagem, tem o dever de submeter o aluno a questionamentos que permitam refletir criticamente, sobre o conteúdo que está sendo assimilado.

Para termino da intervenção, os alunos confeccionaram fantoches da Cigarra  e a Formiga

 Ademais, reafirmo que o caminho nessa profissão é árduo, as agruras da vida docente nos fazem repensar em alguns momentos em desistir, outras vezes são as condições da docência que nos desestimula, são salas super lotadas, dinheiro que falta, alunos que não nos respeitam, pais que se esqueceram do seu papel de pais e depositam nos professores a tarefa exclusiva de educar. Ainda assim, ao fim de cada intervenção, ao fazer a reflexão no blog, nasce em meu peito, o desejo em ser um professor diferente,  que reflete sobre sua própria prática, e apesar de todas essas dificuldades, escolhi ser um transformador da realidade dos meus alunos. 


 

 

UM PÉ NA PESQUISA, UM PÉ NA REFLEXÃO


Depois de discutirmos  um texto de Gauthier no qual o autor discorre sobre a gestão de classe, foi proposto que nós voltássemos a sala de aula, não para fazer uma intervenção, mas com o intuito de observássemos a gestão de classe da professora Josiene.  Tendo como base as categorias de analise da pesquise de Gauthier.

Durante a observação notei o quanto a sala de aula é um local complexo, no qual requer do professor uma boa formação docente, isso ficou evidente no momento em que a professora observada fez uso de várias estrategias para conseguir que os alunos aprendesse. 

Notei o quanto ela tem domínio de classe, a sua gestão de classe é algo elogiável, visto que, a mesma tenha muitos anos na docência. Eu ainda na fase da formação, estou perdendo o frio na barriga de intervenção em intervenção.

Os desafios que uma sala de aula apresenta são complexos, cabendo a professora a todo momento tomar uma decisão, Gauthier ressalva este aspecto. 

Ademais,  por meio da observação feita na sala de aula, percebi que a professora atenta ao fato de planejar bem suas aulas, pautada em formas diversificadas para proporcionar aos alunos uma aprendizagem significativa.  

Essa atividade de observação, contribuiu de maneira significativa pra minha formação docente, pude notar  que apesar de gestar uma classe seja uma tarefa dificil, com empenho e dedicação e principalmente REFLEXÃO podemos conseguir.





terça-feira, 1 de setembro de 2015

NOVOS DESAFIOS


Após a aplicação e analise do segundo diagnostico, demos inicio a realização da V intervenção. Inicialmente planejamos as aulas em grupo. Creio que o planejamento dessa forma surtiu mais efeito, isso porque, da primeira aula até a última teve um elo.
Para a aplicação dessa intervenção, ainda continuamos ensinando tendo como base o Método Sociolingüístico, visto que, com ele as crianças vêm sendo alfabetizadas de forma significativa.  No primeiro dia de intervenção, inicialmente com a codificação do tema proposto: Brinquedos dando ênfase no brinquedo pipa, indagando-os: Vocês ganham muitos brinquedos de presente? Com quem vocês brincam? Quais são seus brinquedos preferidos? Logo em seguida a descodificação, no planejamento iríamos passar para os alunos um trecho do filme Tory Story, entretanto por imprevisto, não conseguimos executar essa demanda, optamos por continuar trabalhando com o texto “O menino e a pipa” que já vinha sendo tratado no decorrer da semana. Percebi nesse instante que o fazer-se professor requer prática, é saber que nem sempre aquilo que planejamos acontecerá de fato na aula, requer pensarmos rápidos em outras saídas.
No decorrer dessa V intervenção, notei que os alunos avançaram de maneira significativa em relação às outras intervenções, isso refletiu em suas respostas, ao responder as atividades impressas. Grande parte dos alunos já conseguem ler e escrever de forma alfabética com erros ortográficos, outros ainda requer um olhar mais próximo, visto que, ainda não conseguem juntar uma letra com outra pra formar uma silabas, cabe agora pensar em atividades que os auxiliem  nesse sentido. Para o termino dessa intervenção no último dia, os alunos confeccionaram pipas e brincaram com elas na área livre da escola.  Percebo que a criança quando se interage com o seu material de estudo, mais significativa será sua aprendizagem. Vygotsky realça que quanto mais interações a criança tiver, mais será significativa a sua aprendizagem.
Com a aplicação dessa intervenção, avancei consideravelmente na formação docente, principalmente na gestão de classe, bem sei que essa questão conseguimos com o tempo, entretanto, já não sinto mais a insegurança ao adentrar na sala de aula, já não sinto mais o “frio na barriga”, agora tenho os desafios de prosseguir no caminho da formação docente reflexiva, não basta apenas ir para sala de aula aplicar uma ótima intervenção se ao retornar pra casa eu não faço a reflexão do deu certo, do que não deu tão certo, é necessário refletir sempre, sempre tendo em mente o que PEREIRA (2008) aborda, vivenciamos situações em que nos distanciamos das ações que estamos realizando, ou mesmo pensamos sobre as nossas ações, no momento em que estão sendo realizadas. Isso implica na necessidade de refletirmos sempre nossas ações dentro do ambiente escolar, quanto fora dele.   

quarta-feira, 29 de julho de 2015

É HORA DE VER OS AVANÇOS - APLICAÇÃO DO SEGUNDO DIAGNÓSTICO

Nos dias 22 e 23 de julho do ano corrente, aplicamos na sala do 2º Ano, o segundo diagnóstico, para avaliar o desenvolvimento dos alunos, em relação a leitura quanto a escrita.  

Durante a aplicação do diagnóstico, notei os avanços significativos quanto aos avanços dos alunos, a grande maioria não apresentam mais dificuldades em responder as questões. Outros no entanto, olhavam as respostas dos colegas, por isso mudamos as carteiras da sala para o resultado do diagnóstico não sair mesclado. 

A aplicação desse diagnóstico foi essencial não somente pros rumos do projeto em si, mas também pra minha formação docente, isso porque pude ver que o nosso trabalho em sala de aula vem gerando resultados satisfatório, estamos conseguindo alfabetizar os alunos de uma maneira significativa.  

É relevante ressaltar que o nosso trabalho só vem acalçando  bons resultados, devido ao auxilio da professora titular da sala de aula, ela dá prosseguimento ao método que trabalhamos com os alunos, contribuindo ainda mais para a alfabetização plena deles.

Cada experiencia em sala de aula é um novo desafio. Você ter que assumir uma sala de alfabetização com cerca de 25 alunos, e ter a tarefa de quando chegar no final do ano garantir a alfabetização deles não é uma tarefa fácil, alfabetizar letrando não é uma tarefa fácil, requer planejamento, reflexão, pesquisa etc. E no PIBID eu estou de fato conseguindo progredir nesses aspectos, não apenas ir pra sala de aula e aplicar uma atividade, requer empenho, estudo e planejamento. 

É no chão da escola que venho aprendendo a ser um professor, é aprendendo com as experiencias da professora regente, e com as experiencias dos outros colegas também. Creio que esse fazer-se professor acontece de forma gradativa









quarta-feira, 15 de julho de 2015

BRINCANDO COM O MÉTODO SÓCIO LINGUÍSTICO

Para a realização da IV realização, inicialmente planejamos a aula com a temática: Brincadeira, juntamente com a professora supervisora, esse contato com ela foi essencial no meu processo formativo, a sua experiência encaro como base para minha prática pedagógica. Logo após a construção do plano, socializamos com os demais colegas bolsistas, e as professoras supervisoras o nosso plano, tal momento teve grande êxito na minha formação docente, isso porque eu não aprendo sozinho, aprendo com o colega que por sua vez aprende comigo. Creio que tal proposta de socialização dos planejamentos, amplia nossa visão quanto ao nosso próprio planejamento, o “erro” antes imperceptível, com a ajuda dos colegas podemos corrigi-los.  
Momento da socialização do plano de aula


Socialização do planejamento
De início, houve o momento da rodinha, onde contei para os alunos a história: Maré Amarelinha de Denise Rochael, durante a leitura fui questionando os alunos acerca do tema brincadeira: Onde vocês brincam? Quais as brincadeiras que mais gostam? Com quem vocês brincam? Do que vocês mais brincam? A codificação, a qual é representação de um aspecto da realidade expresso pela palavra geradora (Brincadeira), por meio da oralidade, As respostas foram diversas, notei que eles costumam brincar dentro de casa, geralmente com os amigos, irmãos, e as brincadeiras diversas, desde as tradicionais, quanto as mais atuais como o uso do computador para brincar com os jogos online.
Momento da rodinha, e da codificação.
Em seguida, foi o momento da Descodificação, apresentando o texto: “LER, GOSTOSA BRINCADEIRA” em um cartaz, lendo com o acompanhamento dos alunos, dialogando com eles sobre o texto trabalhado: Vocês gostam de ler ou fazem como as crianças do texto, que só jogam o tempo todo? Vocês acham que ler ajuda? Em que ela ajuda? Vocês gostam de histórias infantis? A mãe ou o pai leem para vocês em casa? O que significa “brincadeira sadia e brincadeira de mau gosto”? Percebi que os alunos apresentaram respostas críticas. A “codificação” e a “descodificação” são os dois primeiros passos do Método Sociolinguístico de Paulo Freire, tendo como objetivo que o processo da aquisição da leitura e da escrita seja significativa, o qual a criança possa expor suas opiniões acerca da palavra geradora.  Logo em seguida, propus aos alunos que alguns deles fossem até o texto fixado no quadro e identificarem palavras que começam ou terminam com as letras B, A, L, C e S. Notei nesse momento que todos eles reconhecem as letras, não apresentando dificuldades em identificá-las no texto.
Adicionar legenda

Alunos formando novas palavras com as sílabas da palavra geradora: BRINCADEIRA

O momento seguinte foi a análise da palavra geradora, a qual tem como finalidade mostrar aos alunos que a palavra escrita tende representar a palavra falada, por meio da divisão silábica, e que suas sílabas podem formar novas palavras. Apresentamos a palavra geradora BRINCADEIRA, e suas partes BRIN-CA-DEI-RA, lhes ensinado as suas famílias silábicas.  Entregamos em seguida aos alunos envelopes fichas com as famílias silábicas da palavra brincadeira, pra eles formarem novas palavras individualmente. No decorrer desse processo notei que muitos deles ainda não conseguem juntar as silabas pra formar uma nova palavra, eles conseguem identificar as letras individualmente, mas não conseguem formar uma nova palavra, e as palavras que alguns formaram não tinham sentido. Nesse momento, fui aconselhado pela professora a mudar de estratégia, ditava as palavras e eles procuravam as silabas para formar a palavra. Deu certo, durante a aula, é necessário enxergar nos problemas a potencialidades de resoluções, vejo que o fazer-se professor é isso, fazer a ponte entre teoria e pratica, é saber que nem sempre o que foi planejado dará certo na prática, e isso implica que o professor deve pensar em outras maneiras para garantir o êxito da aprendizagem dos alunos. Quanto a realização das atividades impressas, notei que a maioria dos alunos já avançaram de nível, não demonstrando dificuldades para responder, outros que ainda apresentam dificuldades, auxiliei de perto para garantir que aprendessem. Por fim, os alunos confeccionaram brinquedos com material reciclável. 


Cada intervenção é um novo desafio, desafio esse que encaro animo e empenho, isso porque, cada vez que entro na sala de aula penso: “O futuro dessas crianças também dependem de mim”, tenho que ser protagonista da minha própria formação. 


domingo, 31 de maio de 2015

III INTERVENÇÃO: A PALAVRA É SEGURANÇA!

Na III intervenção, creio que a palavra para descrevê-la foi: SEGURANÇA! Isso porque, fiz um bom planejamento. Ao analisar as intervenções anteriores, percebi que, os alunos aprendem mais quando estão em contato com seu material de aprendizado, foi por isso que nessa III intervenção levei para sala de aula a proposta de trabalhar com os alunos a Cantiga de Roda: Alecrim Dourado, no momento da rodinha, questionei-os se eles já viram um pé de alecrim. Alguns disseram que sim, porém a grande maioria disseram que não.  Assim, mostrei a eles um pé de alecrim, todos ficarão encantados, tocaram as folhas, sentiram o aroma forte da planta.  
Momento da rodinha

Um dos momentos que a criança mais gostam, o momento da leitura.

Em seguida, apresentei aos alunos as famílias silábicas da palavra geradora trabalhada nessa intervenção, e entreguei a eles envelopes com várias sílabas para formarem novas palavras. Nesse momento notei que muitos alunos ainda apresentam dificuldades em juntar silabas para formar novas palavras, para alguns foi uma tarefa fácil, entretanto para outros não foi uma tarefa fácil de ser realizada. Evidente que, apesar da grande maioria ainda estiverem no nível pré-silábico, todos conseguiram formar no mínimo três palavras e principalmente conseguiram ler as palavras que formaram.
Momento em que os alunos juntaram as sílabas para formar novas palavras.



Palavras formadas pelo aluno em destaque: MOTO, PATO, TATU, PODE, MATU.

No decorrer da aula, apliquei as atividades, tendo em vista que os alunos estavam em níveis diferentes de escrita. Nessa III intervenção notei que a grande maioria dos alunos já conseguem realizar as atividades de forma rápida, outros ainda requer um auxilio mais próximo, um dos casos em especial é o aluno (R), solicitava a ajuda dos professores o tempo todo, de principio parece normal, mas com o tempo percebi que ele tinha preguiça de realizar as atividades, e que quando se prestava a ter foco nas atividades e não nos colegas em sua volta, conseguia responder as atividades. 

Após a realização das atividades impressas, questionei aos alunos se eles sabiam para que servia o alecrim, algumas respostas foram: "Remédio"; "Comer" "Pra colocar na carne" . Falei pra eles que o alecrim também servia de tempero, então perguntei para eles se eles conheciam algum outro tempero, disseram vários. Ai propus que cada um deles plantasse uma semente de um tempero, foi uma alegria geral, eles começaram a gritar eufóricos,com a ideia de levar para casa algo seu, plantado por eles, e que eles mesmos iriam cuidar. Foi entregue a cada aluno uma semente de Coentro, e um copinho descartável com terra. expliquei para eles quais os cuidados que deveriam ter com a plantinha. 
Alunos com a semente plantada




Cada vez mais tenho certeza da profissão que quero seguir, isso se reflete em meu empenho em planejar cada vez melhor, em refletir as minhas ações, para garantir aos meus alunos uma aprendizagem diferenciada. Isso implica, não desistir quando um aluno não está conseguindo avançar, mas procurar outro meio para ensina-lo. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

II INTERVENÇÃO

"Hoje eu aprendi um pouco mais" - Maria Clara

Começo essa reflexão da segunda intervenção com a frase da aluna Maria Clara, que ao termino da intervenção veio até a mim e disse: "Hoje eu aprendi um pouco mais". De inicio essa frase soa como simples, porém, ao ouvir isso de uma aluna, tive a certeza de que estou contribuindo para a formação desses alunos. 

Ao adentrar novamente na sala de aula do 2º ano, já não tinha tanto "frio na barriga" como da primeira vez. Isso porque já tinha a confiança dos alunos, nem eu, nem eles eram mais estranhos. Comecei a aula fazendo a leitura de um livro infantil: "Papai", coloquei um tapete no chão e sentamos todos em volta dele, no momento da leitura percebi o quanto as crianças gostam de histórias e ficam fascinadas pelo encanto dos livros. 

Ao termino da leitura, propus aos alunos a brincadeira do "Titanic", a qual tinha por objetivo se salvar do naufrágio em seus botes, porém cada bote cabiam determinado números de pessoas. Nesse momento teve um pouco de confusão, pois eles se agitaram demais e não ouviam o comando direito, tive que adiantar a brincadeira para eles não se machucarem.  

Em seguida, perguntei a eles se eles conheciam a cantiga "A CANOA VIROU", imediatamente todos começaram a cantar. Fixei o cartaz com  a letra da cantiga e fiz a leitura pausadamente com eles. Em seguida, solicitei a eles que fizessem um peixinho para grudarmos no cartaz no "fundo mar". Ensinamos a eles como fazer um peixinho de papel e em seguida eles customizaram da sua maneira cada peixinho e cada um foi na frente da sala e mostrou seu peixinho para todos ver. 

Momentos depois foi a aplicação das atividades, novamente tendo em vista o nível de escrita de cada aluno. Um aluno em especial, a todo momento chamava um dos professores, dizendo que não sabia fazer a atividade proposta, eu incentivava-o a tentar, primeiro explicava a questão para ele, e depois ele realizava, o que percebo é que muitos deles tem preguiça ao responder as atividades. Quando isso ocorre procuro incentiva-los. 

Um dos alunos ao terminar as atividades do seu nível silábico primeiro, disse que queria mais atividades, eu falei que naquele momento só tínhamos aquela atividade para ele, entretanto ele insistia: "Eu quero mais atividades", entreguei um livro para ele, e na minha inexperiência docente disse para ele ler o livro, enquanto os demais terminavam a atividade, naquele momento achei que era o certo a se fazer. 

No momento do termino da intervenção, alguns alunos relaram o que mais gostaram da aula, alguns disseram que foi o momento da leitura, outros da elaboração do peixinho, e outros da atividade. Sei que o caminho docente requer empenho, planejamento, estudo, mas creio que estou no caminho certo para uma formação diferenciada. 


quarta-feira, 15 de abril de 2015

É HORA DE ENSINAR!


O fato de está presente na sala de aula, exercendo a minha docência contribui diretamente na minha formação docente, isso porque, antes de ir para a sala, houve planejamento, buscamos embasamento teórico na Psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky com o intuito de proporcionar aos alunos uma aprendizagem diferenciada do ensino mecanizado, criticado diretamente por Libâneo e tantos outros autores



Ao chegar na sala de aula realizamos inicialmente as atividades de rotina, oração, e atividade com crachá. Em seguida, fizemos um grande círculo e indagamos as crianças para levantar os conhecimentos prévios delas:

  • "Quem já brincou de roda?"
  • "Alguém conhece a cantiga de roda: Não atire o pau no gato"?
  • "Onde vocês brincam de roda"?

Em seguida brincamos de roda dentro da sala, cantamos a cantiga: "Não atire o pau no gato". A alegria foi tamanha, as crianças gostam de músicas, de ritmos, de dançar, se movimentar. Logo após a brincadeira, fizemos algumas perguntas: 

  • "O que vocês acharam da música?" 
  • "A música diz que devemos maltratar os animais?"
  • Por que não devemos maltratar os animais?"
  • Alguém aqui já viu alguém maltratando algum animal?"


A aplicação das atividades impressas veio em seguida, entregamos cada atividade para os alunos, observando que cada atividade contemplava os níveis de escrita de cada um, as atividades foram pensadas nos níveis: Pré-Silábico, Silábico Alfabético, Alfabético. Explicamos cada questão pausadamente, logo após cada aluno pode realizar as atividades.

Foi possível notar que, alguns alunos já conseguiram avançar nos níveis de escrita, alguns já que antes não conseguiam fazer a relação imagem e escrita, agora já conseguem. Não só nesse aspecto, mas, entre outros, como a questão da escrita correta de algumas palavras, relação imagem-escrita.


É necessário que nos professores desmitifique a ideia de que se pode dá aula nos Anos Iniciais da Educação de qualquer maneira, é preciso pesquisar, planejar principalmente, buscar novas maneiras de ensinar. É um trabalho árduo que requer de nós empenho a cada dia. 

Alguns dilemas surgem na medida em que aplicamos a intervenção: "Algumas crianças apesar das intervenções, não avançam, devo mudar as minhas estratégias?". Creio que estou indo com muita "sede ao pote", tenho vontade de alfabetizar os alunos num curto tempo possível, isso porque, vejo o quão desprezada está a Educação Infantil brasileira, são professores que não estão preparados, são crianças desmotivadas, não estou afirmando que é esse o cenário da escola onde estou intervindo, mas, lá também tem problemas. Cabe a nós professores, estudarmos, pesquisarmos, adotarmos uma postura reflexiva quanto a nossa prática docente. É um trabalho árduo, mas se nos empenharmos veremos resultados. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

O INÍCIO

Foto:Aos 6 anos de idade no dia do meu batizado.

Nasci numa noite chuvosa de quinta feira, no dia 28 de março de 1991, filho de uma família pobre e de pais analfabetos, aos 7 anos de idade mudamos para Itiuba povoado do município de Jaguaquara, foi lá  na Escola Frei Franco Zito, onde tive o meu primeiro contato com a leitura e escrita.  Acordava 6:00 horas da manhã e enfrentava junto com outras crianças uma jornada de uma hora e meia andando, sozinhos, confrontando na maioria das vezes animais pelo caminho. As 7:30 chegávamos exaustos na escola,  uma construção desorganizada, sem atrativo nenhum, não possuía muros, mas era pintada com um azul pesado.  Na sala de aula, lá éramos recebidos pela professora Vera, como eu a amava, sempre disposta a ensinar, tratava os alunos com paciência e amor. Foi com ela que aprendi a ler e a escrever, o processo da leitura não foi uma tarefa fácil, isso por que, o ato da leitura é uma atividade de interação, o que segundo Kato (1985) o mero passar de olhos pelo texto não é leitura. O leitor deve “entrar” no texto, interagindo com o autor, ele deve ter uma troca de conhecimentos com o autor. No meu caso essa era a principal dificuldade, interagir com o texto, apesar disso era um mundo novo, me encantava ao ler os livros que ela levava pra sala. Passei um ano nessa escola, apesar das dificuldades encontradas, a relação de respeito e compreensão que tinha com a professora Vera me proporcionou momentos de alegrias e saberes.  Aos 9 anos voltei novamente junto com minha família para Maracás, lá fui matriculado na Escola Dom Justino, onde estudei durante 7 anos. Lá tive professoras maravilhosas, principalmente as de língua portuguesa e história. O espaço físico da escola era convidativo, a biblioteca ficava num espaço livre, onde todos os alunos tinham acesso a ela, as cores passavam uma sensação de bem-estar.  Quanto aos funcionários tinha uma boa relação com as funcionárias (tias) da cantina, indiretamente elas contribuíram em minha formação durante o período na escola.

O Ensino Médio

Durante a minha permanência na escola tive várias professoras que marcaram a minha formação, três em especial. A professora Núbia foi uma delas, sempre empenhada em trazer novidades para a sala de aula, utilizava muitas vezes da dinâmica como forma de aprendizagem,sobre a importância das dinâmicas na sala de aula Gilda Rizzo (2001) aborda  que “A atividade lúdica pode ser, portanto, um eficiente recurso aliado do educador, interessado no desenvolvimento da inteligência de seus alunos, quando mobiliza sua ação intelectual.” (p.40). Percebo que, o principal papel de Núbia era de nus estimularmos a construirmos novos conhecimentos através das dinâmicas, por que de certa forma éramos desafiados a produzir. Para ela o aluno tinha voz, ela o tipo de docente que Canário chama de professor artesão, aquele que constrói e reconstrói o seu saber profissional, tendo em conta a especificidade do contexto e público onde está inserido, em vez de ser um reprodutor de práticas. (Rui Canário – 2006). Sem dúvidas Núbia era o tipo de professora que fugia da rotina, e se reinventava seu saber docente todos os dias.  Outra professora marcante foi Mônica, fui seu aluno por dois longos anos, ela não tinha formação alguma para ministrar aula, culpava os alunos pela sua falta de regência de classe, não tínhamos oportunidades para questionar, as atividades que ela passava na grande maioria eram pautadas somente nos livros didáticos, particularmente achava as aulas dela chatas e cansativas. Judite minha professora de Língua Portuguesa e Redação tinha um controle de sala invejável, não sabia se os alunos tinham medo ou respeito por ela.  Independente da sua postura rígida, todos conseguiam aprender com ela. Judite não era vista apenas como uma educadora, ela participava diretamente na nossa formação como cidadãos, ela sempre nus incentivava a sairmos do conformismo, a sermos seres críticos, conscientes dos nossos deveres e principalmente dos nossos direitos tanto perante a sociedade, quanto no ambiente escolar. 

No ano de 2004 ao terminar a 7ª série tive que sair da Escola Dom Justino, pois lá não tinha a 8ª série, fui para o Colégio Normal Municipal de Maracás, a maior escola da cidade, seu espaço era dividido em 3 pavilhões, onde não havia refeitório, apenas uma cantina que mal suportava os alunos no horário do intervalo, tinha um espaço enorme, porém não era utilizado, e apesar de ser tão grande a biblioteca ficava num canto espremido, longe das salas de aula,  os alunos eram obrigados a irem lá, as paredes eram pintadas num tom verde escuro, e a secretária que trabalhava lá não tinha empenho  nenhum para motivar os alunos a lerem mais. Meus professores nesse período foram fundamentais para a minha formação, uns como Marlúcia, Judite, Ana Maura, Roberto eram professores ótimos, com uma prática docente, clara, objetiva e ao mesmo tempo didática. Outros como Alcergio, Patrícia, Pedro, e Sergio eram considerados os terrores pela turma, eles não davam espaço para o aluno expor suas opiniões, preferia criticar a gestão da escola a ensina de fato, seus métodos de ensino eram fechados nos livros didáticos, o que estava no livro era considerado por eles verdade absoluta.

Novos Caminhos: A UNIVERSIDADE

Conclui o ensino médio no ano de 2008 nesse mesmo colégio, porém, somente no ano de 2013 me inscrevi para o vestibular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB optei pelo curso de Pedagogia tanto na primeira opção, quanto na segunda, o que motivou a escolher esse curso, foi certamente os exemplos de docentes que tive durante toda a minha jornada na escola. Obtive êxito na prova e passei em 7º lugar, o ato de conseguir entrar na universidade foi uma grande conquista. Aqueles que conseguem entrar sentem-se privilegiados, quando na verdade a universidade não deveria ser um espaço para poucos, deveria ser um direito de todos.  Ao entrar para universidade me deparei com um mundo novo, as dificuldades foram inevitáveis, isso porque durante o ensino médio não somos preparados para o ensino superior. No segundo semestre entrei para o PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, o que de fato está tendo um papel fundamental na minha formação, através das discussões, reflexões sobre diversos autores como Rui Canário, Dayrell. Participar do PIBID não só me suporte para enfrentar uma sala de aula, como enriquece minha formação não somente a docente,  mais a pessoal também. Sei que o caminho para uma boa formação docente não é fácil, porém estou no caminho certo.

domingo, 15 de março de 2015

PISANDO OS PÉS NO CHÃO DA ESCOLA

Momentos de discussão

Participar do PIBID contribui diretamente na minha formação docente,proporcionando-me uma formação capaz de atender as demandas do curso, isso porque ele permite que nós bolsistas vivenciamos a realidade da escola, interagindo com os sujeitos, além de vivenciar práticas pedagógica, tal contato com a escola, está me auxiliando na construção da minha indenidade profissional. 

Pisar os pés no chão da escola foi uma sensação de alegria e medo ao mesmo tempo, isso porque ainda não tinha tido um contato direto com os alunos, ao chegar na sala de aula me deparei com o novo. De inicio não foi uma tarefa fácil, mas o que me deu segurança foi que, tive planejamento, as rodas de estudo, discussão teórica, uma ação reflexiva. 

Pisando os pés na sala de aula
O planejamento foi de vital relevância nesse processo, o que segundo Vasconcellos (2000) "planejar
é antecipar mentalmente uma ação ou um conjunto de ações a ser realizadas e agir de acordo com o previsto. Planejar não é, pois, apenas algo que se faz antes de agir, mas é também agir em função daquilo que se pensa.” (p.79). Sendo assim, planejar pode ser  feito tanto individualmente como de forma coletiva,  e no nosso caso foi feito de forma coletiva, a qual, o conhecimento se dá de maneira coletiva também, eu aprendo com o outro, e o outro aprende comigo. Essa metodologia de planejamento participativo adotada no pibid, reflete ainda mais na formação reflexiva que estamos tendo.

O ato de planejar requer empenho e dedicação do professor, pensando nisso todas as vezes antes de ir pra sala de aula sentamos e planejamos, juntamente com as professoras coordenadoras, contribuindo ainda mais para o conhecimento. Isso implica, que o conhecimento não se dá forma linear, todos nós construímos o nosso conhecimento e saberes docentes.








sábado, 14 de março de 2015

HORA DE PLANEJAR

Em sua definição sobre planejamento Oliveira (2007) diz que "planejar é pensar sobre aquilo que existe, sobre o que se quer alcançar, com que meios se pretende agir."Isso implica que, a ação de planejar faz parte do cotidiano humano, as pessoas planeja suas ações desde as mais simples até as ações mais complexas. Nessa lógica Libâneo (2004) aponta que o planejamento é uma prática de elaboração conjunta de planos e sua discussão pública, é um processo contínuo de conhecimento e análise da realidade escolar em suas condições concretas, de busca de alternativas para solução de problemas e de tomadas de decisões. Ainda segundo o autor o planejamento deve ser flexível, ele deve consentir mudanças nos objetivos e nas estratégias durante o momento que for concretizado, sendo uma atividade que requer reflexão.

Nesse sentido urge a necessidade de nós professores empenharmos cada vez mais para planejarmos nossas aulas, tendo em vista que o planejamento não é uma técnica, algo visto como uma obrigação burocrática, mas como fator decisivo para a construção de boas aulas.

Diante do que foi exposto, no dia 19/03/2015  realizamos na Escola Vilma Brito Sarmento  juntamente com a professora coordenadora Josiene, o planejamento para a I semana letiva de aula. De forma coletiva planejamos como seria a recepção dos alunos, além de construir e organizar o diagnóstico que será aplicado nos dias seguintes. Esse momento foi de extrema relevância na minha formação, isso porque, o ato de planejar requer empenho e dedicação do professor, assim antes de ir para a sala de aula precisamos sentar e planejar de forma coletiva, contribuindo ainda mais para o conhecimento. Em minha caminhada percebo que, caso não houver um planejamento reflexivo, o professor se perderá nas suas próprias aulas, isso porque o planejamento serve como um farol para o docente afim de garantir aos alunos uma aprendizagem significativa.


Momento do planejamento coletivo
Não basta apenas planejar, é necessário que esse planejamento seja reflexivo.



sexta-feira, 13 de março de 2015

APLICAÇÃO DO DIAGNÓSTICO

Nos dias 25/03/2015 e 26/03/2015 aplicamos na Escola Vilma Brito Sarmento a atividade de diagnóstico, tal atividade serve como base para as atividades seguintes, isso porque, através dela sabemos o que os alunos não sabem, e o que eles já dominam. Chegamos na sala do 2º ano e fomos recebidos por um caloroso "SEJAM BEM VINDOS". Nesse momento confesso que deu um frio na barriga, não estava acostumado com crianças tão pequenas, no ano passado tive a experiência apenas com os alunos do 5º ano.

Nos apresentamos, e falamos nossas expectativas para o ano que se inicia, em seguida cada aluno se apresentou. Elaboramos junto com eles um painel onde cada um dele confeccionou um boneco, e customizou da sua forma, logo em seguida foram de um a um na frente da sala expor seu boneco, e dizer seu nome, seus sonhos e sua profissão futura. 

A aplicação do diagnostico veio em seguida, entregamos as atividades proposta e explicamos cada questão. De inicio já foi possível perceber algumas dificuldades quanto a aquisição da escrita e da leitura de cada aluno. O diagnóstico serve como base para as intervenções futuras, é importante saber o que os alunos sabem, e o que não sabem para garantir a eles uma aprendizagem significativa. 

No meu caso, um professor ainda em formação a aplicação do diagnóstico contribuiu para uma prática reflexiva, visto que, analisei cada atividade, problematizando o processo de alfabetização de cada aluno. Pude então fazer a articulação entre a teoria a qual estudamos o livro Método Sócio Linguístico, e a prática, pisando os pés no chão da escola. Não poderia deixar de ressaltar a importância que o planejamento teve nesse momento, isso porque, sabia exatamente  o que fazer por ter planejado cada passo.